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LINHA DE FRENTE DO JUDICIÁRIO: Oficiais de Justiça em tempos de COVID-19

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Homenagem ao DIA DO OFICIAL DE JUSTIÇA (25/03/21)

A vida está semiparalisada! As pessoas estão reclusas, às escondidas do vírus que circula!

A pessoa humana é por essência livre, sociável, sujeito de direitos e se organiza em sociedade. Nestes tempos de coronavírus, a liberdade, a sociabilidade do ser humano e o exercício de direitos estão comprometidos.

Os tempos estão difíceis e o coeso e sinérgico funcionamento da sociedade têm exigido a cooperação, a empatia e o respeito entre as pessoas.

A saúde e a vida de muitas pessoas são resguardadas por profissionais como médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, motoristas de ambulâncias, trabalhadores administrativos e de limpeza dos hospitais.

Do lado de fora dos hospitais, estão diversas outras pessoas que em suas funções públicas ou privadas se prestam a servir outras pessoas, garantindo direitos mínimos como segurança, educação, alimentação e transporte, dentre outros e, aqui, nominam-se os policiais, os bombeiros, professores e diversos outros servidores públicos, taxistas/ubers, motoristas de ônibus, funcionários de supermercados, farmácias e diversas outras pessoas.

Nesse contexto desolador, direitos mínimos para a manutenção da dignidade da pessoa humana como saúde, alimentação, educação, segurança, transporte, dentre tantos outros, precisam ser assegurados.

Para garantir a Justiça e o exercício de direitos às pessoas, o Poder Judiciário do Estado de Goiás, em meio à sociedade, tem na linha de frente as Oficialas e os Oficiais de Justiça!

Nós não seremos os mesmos após essa pandemia! Nós, Oficialas e Oficiais de Justiça, não seremos os mesmos após essa pandemia!

Por dever de ofício, convivemos com os problemas concretos da experiência judiciária, com os fatos da vida real das pessoas e nós temos demonstrado ser o elo maior entre a sociedade e o Poder Judiciário.

As atividades laborais presenciais e não tecnológicas são vitais para a sociedade, não há máquina que substitua a necessidade de um ser humano ser atendido e ouvido por outro ser humano!

Em que pese o incremento das inovações tecnológicas, modificando relações de trabalho e o exercício de funções laborais, a pandemia do coronavírus demonstrou que o ser humano é imprescindível e insubstituível!

Não raro, quando estamos às ruas no cumprimento de nossas funções e uma pessoa percebe que somos Servidores da Justiça ela nos indaga sobre seu processo, seus direitos ou sobre o funcionamento dos fóruns e, por cooperação e solidariedade, nós a escutamos e procuramos sempre dar o encaminhamento necessário dentro de nossas atribuições.

Nós, Oficiais e Oficiais de Justiça, quando estamos às ruas temos nos tornados mais empáticos, solidários e compreensivos, pois no cumprimento de nossas funções nos deparamos com pessoas e famílias que choram a perda de saúde ou de vida de um ente familiar querido e não há como cumprir um mandado judicial sem antes ter uma escuta ativa e sincera ou até confortar uma pessoa em razão de uma perda recente.

O Oficial de Justiça incorporou novos hábitos de trabalho: o USO DA MÁSCARA e a manutenção de distanciamento pessoal seguro para evitar o contágio; atitude que demonstra ao cidadão e à sociedade o respeito, a empatia e a valorização da vida.

Sem dúvida, esse é um dos maiores contratempos que temos encontrado no cumprimento de nossas funções – o não uso regular de máscara pelo cidadão.

Entretanto, apesar deste lamentável revés, nosso dever legal é auxiliar no cumprimento efetivo da Justiça para que nenhum direito tardio chegue até o cidadão.

Enquanto garantidores e realizadores de direitos das pessoas, nós, Oficialas e Oficiais de Justiça, continuaremos exercendo nossa atividade, eminentemente humana e presencial, na linha de frente do Poder Judiciário para garantir a Justiça e os direitos das pessoas que se socorrem aos Tribunais!

Em mais um ano atípico, o Dia Nacional do Oficial de Justiça adquire um relevo peculiar que converge para o ser humano, sua vivência e sua convivência em sociedade.

A todas as Oficialas e Oficiais de Justiça nosso fraterno abraço pelo Dia 25 de março e o desejo de saúde, respeito, empatia, solidariedade e cooperação entre todas as pessoas para que possamos sair o quanto antes desta crise de saúde.

CAROLINA ROSA SANTOS
Oficiala de Justiça Avaliadora | Mestra em Direito e Políticas Públicas – UFG | Secretária Geral e Diretora do Núcleo de Assuntos Sindicais do SINDOJUS-GO – Sindicato dos Oficiais de Justiça Avaliadores do Estado de Goiás/GO
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