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Oficiais de justiça lutam por mudanças no plano de carreira da categoria

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Na última semana mais de 100 oficiais de justiça de Goiás se reuniram em frente a sala da presidência do Tribunal de Goiás para reivindicar melhorias no Plano de Carreira da categoria. O grupo foi recebido pelo desembargador e presidente do Conselho Setorial de Política Salarial do Poder Judiciário de Goiás, Itamar de Lima. ”De acordo com o que foi apresentado pelo tribunal, será mantida a minuta de 2012 que nos enquadrou como analistas judiciários. Estamos mobilizados para que todos os cargos retornem para uma única nomenclatura: Oficial de Justiça”, explica o presidente do Sindicato Moizés Bento. O deputado estadual Karlos Cabral, que também é oficial de justiça, participou da reunião e declarou apoio às reivindicações. Os servidores ressaltam que não querem mudanças na tabela financeira, mas sim uma representatividade específica da carreira de oficial de justiça. “Em 2012 não fomos consultados quanto à mudança do nome do cargo e queremos que dessa vez seja diferente. Acreditamos que o processo de organização de uma carreira jamais termine, mas sofre mudanças para se tornar melhor e mais forte”, expõe Moizés. O presidente acrescenta que os desafios da categoria são o retorno da nomenclatura do Cargo de Oficial de Justiça, a implantação da Gratificação de Atividade Externa – GAE, o aperfeiçoamento e a ampliação do percentual da Gratificação de Risco de Vida, já que Goiás é um dos estados mais violentos do país. “A luta pela valorização da remuneração e da manutenção do Cargo de Oficial de Justiça é longa e vamos conquistá-la em breve. Como sindicato fomentamos a capacitação dos servidores para que haja melhoria na prestação jurisdicional no Estado. Ter essas reivindicações atendidas é uma forma de reconhecimento por parte do Tribunal, instituindo os oficiais de justiça como uma carreira específica ao lado dos analistas judiciários e técnicos.”, esclarece Moizés. Em Goiás mais de 700 servidores desempenham o papel de oficiais de justiça. Para o presidente da Associação do Magistrados do Estado de Goiás (Asmego), Wilton Muller Salomão a reivindicação é legítima e, devido a especificidade da função deve ser levada em consideração. ´´Nas ruas as pessoas reconhecem e respeitam o trabalho dos oficiais de justiça, já faz parte da cultura. É tradição. Assino embaixo e luto junto com a categoria por essas melhorias´´, ressalta o presidente da Asmego. Ao final da reunião, o desembargador Itamar Lima prometeu analisar a documentação entregue pela diretoria do Sindojusgo. “Queremos apresentar o Plano de Carreira para a presidência o mais rápido possível. Temos a premissa de fazer o melhor para os servidores. Claro que a nossa vontade é realizar muito mais do que está previsto, mas esbarramos em orçamento. O importante é darmos o pontapé inicial nas melhorias”, finaliza o desembargador.

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