recebeu a visita institucional do conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e ouvidor nacional, Marcello Terto. O encontro ocorreu na sede da entidade, em Goiânia, e reuniu membros da diretoria e do conselho fiscal do sindicato, além do deputado estadual Karlos Cabral, do vice-presidente da FENOJUS, Pedro Paulo, e assessores.
Durante a reunião, foram debatidas pautas consideradas prioritárias para o oficialato de justiça, como a implementação da Resolução 600 do CNJ, os entraves relacionados à Resolução 219, a definição de competências da categoria, questões envolvendo deslocamentos e custas, além das diferenças entre a atuação dos oficiais de justiça no âmbito federal e estadual.
O presidente do SINDOJUS-GO, Moizés Bento dos Reis, destacou a importância da visita e a abertura ao diálogo mantida pelo conselheiro. “É uma honra recebê-lo na sede do sindicato. Sempre fomos muito bem acolhidos em seu gabinete, e as pautas que levamos são tratadas com atenção e compromisso”, afirmou.

Na ocasião, Marcello Terto foi homenageado com a entrega de uma placa em reconhecimento à sua atuação em favor dos oficiais de justiça e ao diálogo constante com a categoria.
Em entrevista, o conselheiro ressaltou o papel estratégico do oficialato de justiça no sistema judiciário brasileiro. Segundo ele, o oficial de justiça é agente essencial à concretização da Justiça, atuando como elo entre o Poder Judiciário e a sociedade. “É quem leva a autoridade judiciária às ruas e, hoje, exerce também uma função ligada à inteligência processual, alinhada às demandas do nosso tempo”, afirmou.
Terto também destacou a importância do uso de ferramentas tecnológicas e sistemas de informação para qualificar o trabalho dos oficiais, ampliando a eficiência e evitando retrabalho. Para ele, o aproveitamento adequado desses recursos contribui diretamente para a efetividade da prestação jurisdicional no país. Outro ponto enfatizado foi a necessidade de atenção às condições de trabalho da categoria, especialmente no contexto das políticas de priorização do primeiro grau. O conselheiro alertou para as diferenças estruturais entre os ramos da Justiça. “O que funciona para a Justiça Federal ou do Trabalho nem sempre atende à realidade da Justiça Estadual. É preciso compreender essas especificidades para que as políticas públicas do Judiciário, já previstas no plano normativo, se concretizem na prática”, pontuou.




