Os Oficiais de Justiça Avaliadores de Goiás marcaram presença no 8º Encontro Regional da Corregedoria-Geral da Justiça, realizado na comarca de Iporá, polo da 10ª Região Judiciária do Estado. O evento reuniu magistrados, servidores e representantes das comarcas de Iporá, Caiapônia, Aragarças, Piranhas, Fazenda Nova, São Luís de Montes Belos e Paraúna, promovendo o diálogo entre a administração do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) e os servidores do judiciário.
O evento contou com a participação do presidente do TJGO, desembargador Leandro Crispim, e dos corregedores desembargadores Marcos da Costa Ferreira, corregedor-geral da Justiça, e Anderson Máximo de Holanda, corregedor do Foro Extrajudicial. Representando o SINDOJUS-GO, o presidente Moizés Bento dos Reis destacou a importância da iniciativa para aproximar a administração do Tribunal das realidades vivenciadas nas comarcas do interior.
Moizés agradeceu a receptividade da Presidência e da Corregedoria às demandas apresentadas pela categoria e ressaltou a importância do diálogo permanente entre os oficiais de justiça e a administração do Poder Judiciário. “O que nos traz aqui é a esperança de continuarmos avançando. Sempre que buscamos diálogo, encontramos as portas abertas. Essa disposição para ouvir os servidores e os oficiais de justiça é fundamental para a construção de soluções que atendam às necessidades da categoria e da própria prestação jurisdicional”, afirmou.

Sobrecarga e necessidade de nomeações
Um dos principais temas levados pelo presidente do SINDOJUS-GO foi a situação enfrentada pelos oficiais de justiça em diversas comarcas do Estado, especialmente no interior, onde a falta de servidores tem provocado acúmulo de trabalho e sobrecarga das equipes. Moizés destacou que há unidades judiciárias em que os oficiais chegam a cumprir cerca de 300 mandados por mês, além das atribuições relacionadas aos plantões judiciais, sessões do Tribunal do Júri e demais atividades inerentes ao cargo.
Segundo ele, a situação tende a se agravar com a perspectiva de aposentadorias e da manutenção de cargos vagos. “Temos colegas que já poderiam estar aposentados, mas permanecem na atividade para evitar que a sobrecarga recaia ainda mais sobre os demais servidores. Essa realidade exige atenção e medidas concretas para garantir condições adequadas de trabalho e a continuidade dos serviços prestados à população”, destacou.
O presidente do sindicato também reforçou o pedido de nomeação de novos oficiais de justiça, lembrando que existem atualmente mais de 20 cargos vagos já previstos na estrutura do Poder Judiciário. “A nomeação desses profissionais contribuirá significativamente para reduzir a sobrecarga enfrentada pela categoria e fortalecer a prestação jurisdicional em todo o Estado”, pontuou.
Segurança e valorização profissional
Outro ponto abordado foi a preocupação com os episódios de violência enfrentados pelos oficiais de justiça durante o cumprimento de mandados judiciais. Moizés ressaltou que a questão tem sido acompanhada de perto pelo sindicato e levada constantemente ao conhecimento da administração do Tribunal.
Além disso, ele defendeu a valorização dos servidores do Poder Judiciário e destacou a importância de políticas voltadas ao reconhecimento dos profissionais que contribuem diariamente para o funcionamento da Justiça goiana. “O fortalecimento do Judiciário passa necessariamente pela valorização de seus servidores. Ao longo dos anos, diferentes gestões deixaram importantes legados para a categoria e esperamos que esse processo continue avançando”, afirmou.
Defesa da manutenção da atual estrutura dos plantões
Durante o encontro, o presidente do SINDOJUS-GO também manifestou apoio à manutenção da atual estrutura dos plantões judiciais, considerada um importante avanço para magistrados e servidores. Ele ressaltou que o modelo atualmente adotado trouxe mais organização e eficiência ao serviço, especialmente após a implantação da Central Única de Plantões, substituindo estruturas anteriores que apresentavam dificuldades operacionais.




